Saúde Mental na sociedade atual: desafios, impactos e caminhos para o equilíbrio emocional
- Thais Peressim
- 8 de jan.
- 4 min de leitura

A saúde mental nunca foi tão discutida quanto nos dias atuais e isso não acontece por acaso. Vivemos em uma sociedade marcada pela velocidade, pela hiperconectividade, por cobranças constantes e por um estilo de vida que, muitas vezes, ignora as necessidades básicas do corpo e da mente. Ansiedade, depressão, estresse crônico, síndrome de burnout e outros transtornos emocionais têm se tornado cada vez mais frequentes, afetando pessoas de todas as idades.
Cuidar da saúde mental hoje não é apenas uma escolha, mas uma necessidade. Este artigo propõe uma reflexão profunda sobre os fatores que impactam o bem-estar psicológico, o papel da alimentação na saúde emocional, inclusive com base em estudos realizados pela Universidade de São Paulo (USP) e caminhos possíveis para lidar com os males mentais da sociedade contemporânea.
O cenário atual da saúde mental
Nunca estivemos tão conectados e, paradoxalmente, tão exaustos emocionalmente. A pressão por produtividade, sucesso, reconhecimento e perfeição cria um ambiente mentalmente adoecedor.
Entre os principais fatores que afetam a saúde mental hoje, destacam-se:
Excesso de estímulos e informações
Comparação constante nas redes sociais
Falta de tempo para descanso e lazer
Instabilidade financeira e insegurança profissional
Relações interpessoais fragilizadas
Privação de sono e má alimentação
Esse conjunto de fatores cria um terreno fértil para o desenvolvimento de transtornos mentais, especialmente ansiedade e depressão.
Ansiedade e depressão: os males emocionais mais comuns da atualidade
Ansiedade: quando o alerta não desliga
A ansiedade, em níveis moderados, é uma reação natural do organismo. O problema surge quando ela se torna constante, intensa e desproporcional, interferindo na rotina e na qualidade de vida.
Sintomas comuns incluem:
Preocupação excessiva
Taquicardia
Falta de ar
Dificuldade de concentração
Irritabilidade
Insônia
Depressão: muito além da tristeza
A depressão não se resume a “estar triste”. Trata-se de um transtorno sério que afeta emoções, pensamentos, comportamentos e até o funcionamento físico do indivíduo. Entre os sintomas mais frequentes estão:
Desânimo persistente
Perda de interesse por atividades antes prazerosas
Alterações no apetite e no sono
Baixa autoestima
Sentimento de culpa excessiva
Pensamentos negativos recorrentes
A depressão pode se manifestar de formas diferentes em cada pessoa e, por isso, precisa ser acolhida sem julgamentos.
A relação entre alimentação e saúde mental
Um aspecto muitas vezes negligenciado no cuidado com a saúde mental é a alimentação. Estudos recentes realizados por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) apontam que pessoas com alimentação inadequada, rica em ultra processados, açúcares e gorduras saturadas, apresentam maior risco de desenvolver depressão e outros transtornos mentais.
Esse estudo mostrou que o consumo elevado de alimentos ultra processados pode aumentar em até 58% o risco de depressão persistente, com base em dados de mais de 14 mil pessoas em seis capitais brasileiras — pesquisa publicada no Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics.
O eixo intestino cérebro
O intestino é conhecido como o “segundo cérebro”. Ele abriga bilhões de bactérias responsáveis pela produção de neurotransmissores fundamentais para o equilíbrio emocional, como a serotonina, associada à sensação de bem-estar.
Uma alimentação pobre em nutrientes pode afetar diretamente esse eixo intestino cérebro, contribuindo para:
Alterações de humor
Aumento da inflamação no organismo
Maior vulnerabilidade emocional
Alimentos que impactam positivamente a saúde mental
Embora a alimentação não substitua o tratamento psicológico, ela é uma aliada importante. Alguns grupos alimentares contribuem para a saúde emocional, como:
Frutas, verduras e legumes
Grãos integrais
Oleaginosas (castanhas, nozes)
Peixes ricos em ômega-3
Alimentos ricos em triptofano, que é um aminoácido essencial importante para a produção de serotonina (neurotransmissor ligado ao bem-estar, humor e sono) como: ovos, leite, queijos, arroz integral, feijão, banana, etc.
O cuidado com o corpo reflete diretamente no cuidado com a mente.
Como lidar com os males mentais da sociedade atual
Cuidar da saúde mental exige uma abordagem integral, que envolve autoconhecimento, mudanças de hábitos e, muitas vezes, acompanhamento profissional.
Reconhecer limites e desacelerar
Vivemos em uma cultura que valoriza o excesso, mas ignorar os próprios limites tem um alto custo emocional. Aprender a dizer “não”, respeitar o tempo do corpo e permitir-se descansar são atitudes fundamentais para a preservação da saúde mental.
Desenvolver consciência emocional
Reconhecer emoções, compreender sentimentos e aceitar vulnerabilidades não é fraqueza, é maturidade emocional. A psicoterapia é um espaço seguro para desenvolver essa consciência, promovendo autoconhecimento e fortalecimento interno.
Criar rotinas mais saudáveis
Pequenas mudanças no dia a dia fazem grande diferença:
Estabelecer horários para dormir e acordar
Reduzir o tempo excessivo em redes sociais
Praticar atividades físicas regularmente
Manter uma alimentação equilibrada
Reservar momentos de lazer e descanso
Buscar apoio psicológico
A psicoterapia é uma ferramenta essencial no cuidado com a saúde mental. Ela auxilia no manejo das emoções, no enfrentamento de desafios internos e externos e na construção de uma vida mais equilibrada e consciente.
Buscar ajuda não é sinal de fracasso, mas de coragem.
Saúde mental como prioridade, não como exceção
Cuidar da saúde mental não deve ser algo pontual ou emergencial, mas um compromisso contínuo consigo mesmo. Assim como cuidamos do corpo, é fundamental olhar para a mente com atenção, respeito e responsabilidade.
A sociedade atual impõe desafios reais, mas também oferece a oportunidade de repensar padrões, reconstruir hábitos e escolher caminhos mais saudáveis emocionalmente.
Se você sente que está sobrecarregado, ansioso ou emocionalmente esgotado, saiba que você não está sozinho. O cuidado é possível, o equilíbrio é construído e a ajuda profissional pode ser um passo transformador nessa jornada, procure ajuda.
Para saber mais, agendar uma consulta ou acompanhar mais conteúdos sobre psicologia, acesse o site: www.thaismachadoterapias.com.br
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